Leishmaniose Canina ou Leishmaniose Visceral Canina

Talvez você já tenha ouvido ou lido algo sobre a Leishmaniose, uma doença grave que afeta os humanos. Mas você sabia que seu cão está vulnerável também? Veja o motivo:

O que é a Leishmaniose e quais os tipos de Leishmaniose?

Primeiramente precisamos explicar que existem dois tipos de leishmaniose: a cutânea e a visceral. A leishmaniose cutânea é causada por dois tipos de parasitas, a leishmania braziliensis e a leishmania mexicana. Mas não tem o cão como seu principal alvo.

Já a leishmaniose visceral é originada pelos parasitas leishmania donovani, infantum e chagasi. Mas é necessário ter em mente que em quase cem por cento das vezes onde o assunto é leishmaniose em cães, é da Leishmaniose Visceral Canina que estaremos tratando.

O que é a Leishmaniose Visceral Canina?

A Leishmaniose canina é uma infecção que ataca o sistema imunológico do seu pet, é parasitária e causada por protozoários (a leishmania donovani, infantum e chagasi). Quando em contato com seu hospedeiro (nesse caso, o seu cão), o parasita começa a atacar as células fagocitárias, que são responsáveis por proteger o organismo do pet contra corpos estranhos – E essas células se chamam macrófagos.

O parasita então se liga aos macrófagos e começa a se multiplicar, atacando mais e mais células. E dessa forma podem chegar a atingir órgãos como o fígado, baço e medula óssea do cãozinho.

E mais, a leishmaniose visceral canina é uma doença que pode ser transmitida dos animais para os humanos e vice-versa, sendo o mosquito o vetor de transmissão. Ou seja, é uma zoonose grave que pode levar ao óbito tanto o humano quanto o cãozinho infectado.

Por isso, essa enfermidade é uma questão de saúde pública e exige cuidado de todos no combate e prevenção.

Antes de mais nada, saiba que a Leishmaniose Canina tem curso lento e diagnóstico difícil. E um cão pode estar infectado e não mostrar nenhum sintoma exterior!

Causas da Leishmaniose Canina

No Brasil, a transmissão da leishmaniose canina ocorre somente através da picada do mosquito Lutzomyia longipalpis. Ele é conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui, cancalha ou tatuqueira, dependendo da região.

Ao picar um cão infectado, a fêmea do mosquito ingere o parasita (a leishmania) e a transmite para outros animais através da picada.

Considerada endêmica, a incidência da leishmaniose canina é quase sempre associada a locais onde as condições sanitárias são precárias. Geralmente, é encontrada em volta de galinheiros, chiqueiros ou de ambientes que não estão bem higienizados. Isso porque o mosquito desova em locais ricos em terra e matéria orgânica.

O cão é considerado o principal hospedeiro da doença no meio urbano, mas não é o único, pois o homem também pode atuar como hospedeiro (apesar de muito raramente isso acontecer).

Porém os números da doença vêm aumentando cada vez mais e, mesmo em cidades metropolitanas e locais onde a condição climática seja mais fria e menos favorável, as ocorrências vem sendo relatadas. Por isso, preste muita atenção aos sinais e sintomas do seu pet, e se suspeitar de leishmaniose canina, isole-o de outros animais para evitar contaminação e leve-o ao veterinário urgentemente.

E novamente, lembre-se que alguns cães com leishmaniose visceral canina podem permanecer sem sintomas durante períodos de tempo variáveis, conforme o seu sistema imunológico. Outros podem apresentar um quadro clínico muito variável pois a doença pode afetar um grande número de órgãos e sistemas ao mesmo tempo.

Sintomas comuns da Leishmaniose Canina

A leishmaniose visceral canina pode apresentar diversos sintomas quando os danos são externos. São bem perceptíveis as lesões, descamação e coloração branca prateada na pele.

Pode ocorrer infecção nas patas (a pododermatite), pele grosseira por excesso de produção da queratina (hiperqueratose dos coxins) e unhas espessas e em formato de garras (onicogrifose).

É possível também, o surgimento de nódulos e ou caroços, que são típicos dessa enfermidade porque o sistema de defesa do cão age contra o ataque da leishmania. Isso acaba aumentando o volume dos gânglios linfáticos em várias partes do corpo do animal, de forma localizada ou generalizada.

Deve-se atentar aos machucados que não saram e feridas, principalmente nas orelhas, eles são comuns e servem de alerta para essa doença. Outra particularidade da leishmaniose canina é que 80% dos cachorros infectados apresentam problemas oculares. Por isso, fique atento à secreções persistentes, piscadas em excesso e algum incômodo nos olhos.

Sintomas variáveis da Leishmaniose em Cães

A leishmaniose canina também possui outros sintomas que podem variar quando os danos são internos. Pois o parasita pode prejudicar órgãos como rins, fígado, e até o sistema digestivo. Cada órgão afetado irá trazer uma consequência diferente.

Entre as mais comuns estão: Diarreia, sangramento nas fezes, , vômito e perda de apetite, desidratação e irregularidades urinárias. A medula óssea pode ser atacada e a produção de células sanguíneas diminuir, o que pode gerar anemia e deixá-lo mais predisposto ainda a novas infecções.

Quando a leishmania incide no sistema imunológico, o cão infectado pode apresentar indícios de outras doenças. Ou, realmente contrair uma outra enfermidade, visto que o organismo estará enfraquecido pelo parasita.

E isso tudo acarreta uma maior dificuldade para se diagnosticar instantaneamente a Leishmaniose Canina. Pois, muitas vezes, o cão é diagnosticado inicialmente com um problema, que é tratado e não se cura completamente. Somente então é que surge alguma suspeita ou investigação sobre a leishmaniose canina.

É bom relembrarmos (sim, novamente!), que apesar da leishmaniose visceral canina apresentar tantos sintomas, há cães que não demonstram qualquer sinal de algo errado. É importante saber que a maioria das contaminações pode não apresentar sintomas (é assintomática).

Diagnóstico da Leishmaniose em Cães

Devido à variedade e falta de sintomas específicos, o médico veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso da doença. Pois novamente…Há um grande número de animais infectados e que não apresentam sintomas clínicos (assintomáticos) porque a Leishmaniose Canina pode ter uma incubação até 7 anos!

Tratamento da Leishmaniose Canina

Com uma alimentação adequada e um tratamento farmacológico ideal, se faz possível que o cão viva sem sintomas durante muito tempo. Os tratamentos consistem em antimoniais pentavalentes e outros, como é o caso da anfotericina B, da pentamidina e do cetoconazol. A administração dos medicamentos (por injeção ou via oral) pode durar várias semanas e se, acompanhada a uma dieta adaptada às necessidades destes cães, comprovadamente irá melhorar muito o progresso do pet.

O medicamento acompanhado da dieta correta, diminui a carga da Leishmania de forma a conter os prejuízos da doença. O pet também deixa de ser fonte de transmissão, mas o cãozinho continuará precisando de cuidados e acompanhamento veterinário.

Poderá ter que repetir o tratamento famacológico e realizar exames e avaliações clínicas para acompanhamento ao longo de sua vida. Mas ele viverá da mesma forma que um animal completamente saudável.

Mas é preciso lembrar que a leishmaniose canina permanece sem cura total, pois o parasita continua vivendo no cãozinho.

O que o tratamento e a dieta fazem é promover uma cura clínica e epidemiológica. Isso significa que o pet não apresentará lesões ou sinais de estar doente.

Prevenção e Vacina da Leishmaniose Visceral Canina

A Vacina contra leishmaniose canina deve ser aplicada em cães a partir de 4 meses de idade, saudáveis e soronegativos para Leishmaniose Visceral Canina. O protocolo completo deve ser feito com 3 doses, respeitando o intervalo de 21 dias entre cada dose (aplicação). A revacinação é anual, contada a partir da 1ª Dose.

Os cães só devem frequentar as ruas e ambientes externos depois de serem devidamente imunizados. E ainda, evitar o contato com animais que você desconheça a procedência ou que não estejam vacinados.

A Vacinação é Anual e o médico veterinário é o único profissional habilitado para elaborar um correto programa de vacinação para seu pet, bem como avaliar suas condições e verificar se ele está apto a receber a vacina.

Prevenir sempre é o melhor remédio e tratamento, por isso insistimos tantas vezes, durante esse artigo, em te lembrar que há cães que não demonstram qualquer sinal de algo errado ou sintoma.

E mais importante ainda é lembrar que algumas doenças como a Leishmaniose Visceral Canina ou Leishmaniose Canina, para que sejam prevenidas, diagnosticadas e tratadas, necessitam apenas que você nunca esqueça que seu Pet também tem o médico dele. E o seu amigo precisa visitá-lo regularmente.

Pois além de cuidar com todo carinho do seu melhor amigo, esse profissional irá lembrá-lo de tudo que você precisa para prevenir essa e outras doenças que podem afetá-lo. Agende sua consulta aqui, ou tire suas dúvidas com nossos epecialistas!

 

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